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A tradicional coluna Golf e Negócios do escritor Guillermo Piernes é apresentada quinzenalmente pelo portal Golf e Negócios. Piernes assina a coluna mais influente do golfe brasileiro - publicada na Gazeta Mercantil de 1995 a 2009 e na revista Forbes de 2004 a 2008 – A coluna é reproduzida nos sites da CBG, federações regionais, e sites de publicidade e marketing.

Acompanhe as colunas anteriores de Guillermo Piernes na página Atualidades - Notícias neste portal e desfrute da última nesta página.


O preto e branco sem golfe

Por Guillermo Piernes *
piernes@golfempresas.com.br

Para quem passou várias décadas jogando golfe várias vezes por semana, ficar sem praticar durante um mês - no meu caso por razões profissionais e uma cadeia de viagens de trabalho na área de comunicação - resulta uma eternidade. A vida passa a ser vivida em preto e branco.

Dá a impressão que ficamos fora da roda que movimenta a alegria e a confraternização no mundo. Que estamos sem ingresso para um espetáculo ao mesmo tempo familiar e misterioso, salvo que o leitor com poderes mágicos conheça que vai acontecer cada vez que pega o driver.

Informo que também existe vida intensa fora dos campos de golfe. Por exemplo, em Brasília participei do campeonato brasileiro e internacional de vôo livre. Para quem já voou de asa delta pode dispensar o resto do texto. Para quem acreditava como eu que nos fins de semana o único programa possível é jogar golfe, pode acabar o texto.

A minha participação foi apenas ajudando a um amigo piloto na conferência dos equipamentos antes de pular para um abismo de 400 metros e depois acompanhar por rádio o vôo do piloto caso não chegasse a terra no local previsto, neste caso a 70 quilômetros do ponto de saída na Esplanada dos Ministérios de Brasília.

Gosto de voar em aviões cheios de turbinas. Gosto de fazer voar a bola de golfe. Voar sem motor e com asas de nylon e pequenos tubos de alumínio, não é a minha preferência. Porém estou certo que voltarei a jogar um melhor golfe após a experiência com o vôo livre. Para pular no abismo se requer basicamente determinação sem qualquer dúvida. É o mesmo mecanismo para bater o primeiro drive ao início do torneio. Para voar ou fazer a bola devemos eliminar o medo de ser feliz.

* Escritor, consultor e palestrante. Autor de "Liderança e Golfe - O Poder do Jogo na Vida Corporativa". www.guillermopiernes.com.br - www.golfempresas.com.br


» Veja também: Assessoria de Imprensa

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