| O preto e branco sem golfe
Por Guillermo Piernes * piernes@golfempresas.com.br
Para quem passou várias décadas jogando golfe várias vezes por semana, ficar sem praticar durante um mês - no meu caso por razões profissionais e uma cadeia de viagens de trabalho na área de comunicação - resulta uma eternidade. A vida passa a ser vivida em preto e branco.
Dá a impressão que ficamos fora da roda que movimenta a alegria e a confraternização no mundo. Que estamos sem ingresso para um espetáculo ao mesmo tempo familiar e misterioso, salvo que o leitor com poderes mágicos conheça que vai acontecer cada vez que pega o driver.
Informo que também existe vida intensa fora dos campos de golfe. Por exemplo, em Brasília participei do campeonato brasileiro e internacional de vôo livre. Para quem já voou de asa delta pode dispensar o resto do texto. Para quem acreditava como eu que nos fins de semana o único programa possível é jogar golfe, pode acabar o texto.
A minha participação foi apenas ajudando a um amigo piloto na conferência dos equipamentos antes de pular para um abismo de 400 metros e depois acompanhar por rádio o vôo do piloto caso não chegasse a terra no local previsto, neste caso a 70 quilômetros do ponto de saída na Esplanada dos Ministérios de Brasília.
Gosto de voar em aviões cheios de turbinas. Gosto de fazer voar a bola de golfe. Voar sem motor e com asas de nylon e pequenos tubos de alumínio, não é a minha preferência. Porém estou certo que voltarei a jogar um melhor golfe após a experiência com o vôo livre. Para pular no abismo se requer basicamente determinação sem qualquer dúvida. É o mesmo mecanismo para bater o primeiro drive ao início do torneio. Para voar ou fazer a bola devemos eliminar o medo de ser feliz.
* Escritor, consultor e palestrante. Autor de "Liderança e Golfe - O Poder do Jogo na Vida Corporativa". www.guillermopiernes.com.br - www.golfempresas.com.br
|